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:: Zumbilândia


A abertura de Zumbilândia é bem dinâmica e ousada, apresentando o enredo delineado pelas regras de sobrevivência de um adolescente num mundo dominado por zumbis, as regras são dispostas na tela e retomadas ao longo do filme, um recurso que cativa bastante.

Jesse Eisenberg é um jovem solitário e em sua primeira aproximação com uma garota acaba sendo atacado quando ela transforma-se em zumbi. Posteriormente, num cenário onde os humanos são raros, Jesse ganha um parceiro completamente descuidado e impulsivo, o oposto do nerd franzino, Woody Harrelson não mede cautela em busca de seus doces twinkies, o que é bem idiota, mas estamos em uma comédia de zumbis, é divertido; enquanto o personagem de Jesse foge dos zumbis, Harrelson parece se divertir os atacando de diferentes formas. Já as irmãs Emma Stone tem suas próprias regras de sobrevivência a despeito de alguma simpatia de Emma por Jesse.

Eles se chamam por pseudônimos como Columbus, Witchita, Little Rock, segundo Tallahassee(Woody) a manobra evita que se crie intimidade, é fofo. E o filme surpreende com a participação hilária de Bill Murray, interpretando ele mesmo.

O diretor estreante em longas Rubem Fisher acerta em fazer um filme curto e ágil. Apesar de um ótimo entretenimento esperamos que a sequência, Zombieland 2, anunciada para 2011 tenha o mesmo fôlego e dinâmica; o contexto deve envolver um romance para Woody e a crise da adolescência de Abigail num mundo devastado por mortos-vivos.


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Postado em: 3/10/2010



:: Preciosa


Precious é pobre, negra, obesa, analfabeta, abusada sexualmente pelo pai, com quem teve uma filha a quem chama de Mongo “de mongolóide”, ela relata para a assistente social, a criança criada pela avó tem síndrome de down, Precious está grávida novamente. A adaptação para o cinema por Lee Daniels, assim como em Shadowboxer (2005) é cru e imediato, fugindo de qualquer indulgência.

A beleza extraída de um roteiro tão trágico quanto polêmico se deve as incríveis atuações da Gabourey Sidibe e Mo’Nique (incrível ), ambas tiveram indicações ao Oscar e Mo'Nique ganhou; ainda Mariah Carey, como assistente social, Lenny Kravitz, enfermeiro no segundo parto de Precious. Preciousa(2009) também levou os Oscar de melhor roteiro adaptado.


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Postado em: 3/10/2010



:: Guerra ao Terror


O termo Hurt Locker é uma gíria usada para um soldado num lugar extremamente inóspito cujo risco de vida é muito grande e imprevisível. The Hurt Locker, a história, foi escrita por um freelancer que acompanhou um esquadrão antibombas. The Hurt Locker, o filme, dirigido pela primeira mulher ganhadora do prêmio de direção na história do Oscar Katherine Bigelow, acompanha a rotina do sargento William James, líder substituto de uma equipe de desarmamento explosivo em Bagdá.

Entre desativar uma bomba no prédio da ONU, envolver-se com um grupo britânico militar privado num tiroteio contra rebeldes e recuperar dispositivos num armazém, a tensão na equipe Bravo aumenta com a imprudência de James, que coloca mais do que a si próprio em risco em troca da adrenalina.

Sem glorificar ou justificar a violência, Guerra ao Terror(2008) não é um filme de viés político. É um drama/ação centrado numa guerra atual, o que coloca o entretenimento em conflito, pois a maioria dos espectadores não aspira num filme de ação deparar-se com a realidade de forma tão crua e imediata, e a execução muscular das câmeras de Bigelow consegue sustentar o longa sobre esta premissa.

Ralph Fiennes, Guy Pearce, e Evangeline Lilly nos remete para a ficção, mas o fato de serem deixados para personagens periféricos ajuda a construir a credibilidade do vigor realista do protagonista Jeremy Renner, ou seja, os êxitos apontam, de fato, para a ousadia da diretora, que transformou um filme independente num nomeado a 8 categorias no Oscar deste ano, ganhando seis, onde o mais merecido foi o dela.


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Postado em: 3/10/2010



:: A Mente que Mente


Os primeiros minutos de A Mente que Mente, em cartaz,contam de forma dinâmica, ágil e criativa as opções de Troy quanto a escolha de sua futura profissão, desde o clássico “quero ser astronauta”, passando por cortador de grama e tendo toda e cada opção vetada pelo pai, que só aceita que Troy se torne um advogado, e lá está ele cursando a faculdade de Direito quando o diretor e roteirista Sean McGinly abandona por completo o encantador dinamismo do início e embarca no que mais se parece com um teste de paciência cansando o espectador até o último minuto.

Troy, interpretado por Colin Hanks, filho de Tom Hanks, decide largar a faculdade e até descobrir sua verdadeira vocação se vê empregado como assistente de um minguante mágico/mentalista, Buck Howard, que lhe promete o que nenhuma faculdade poderia oferecer: experiênica de vida. Desocupado e precisando do dinheiro Troy viaja com Buck que apresenta seu show para pequenos públicos em pequenas cidades do interior dos Estados Unidos e das escolhas pessoais de Troy, o filme passa a enredar a rotina de subcelebridades e explora de forma até carinhosa as veleidades dos fãs desses beligerantes profissinais.

Em um momento Tom Hanks, pai de Troy na ficção também, surpreende o filho na saída de um dos espetáculos e tem uma morna abordagem, completamente frustrante perto da tirana e inflexível postura firmada no início. Troy é delido na segunda metade do filme tornando-se coadjuvante mesmo quando engata um insoso affair com Emily Blunt, uma relações públicas cobrindo o “novo grande número” de Buck Howard. O viés que ainda se mantém é o ceticismo de Troy sendo testado quanto aos segredos, truques ou real talento do emblemático mentalista, John Malkovitch, com sua distinta e indômita interpretação.


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Postado em: 3/10/2010



:: Um olhar do Paraíso


"Um Olhar do Paraíso" de Alice Sebold, é um aclamado romance centrado no assassinato de uma jovem de 14 anos que acompanha as conseqüências de sua morte através do limbo no qual se encontra, acompanha o isolamento de seu pai, sua mãe abandonando a família e a investigação do crime sendo encerrada sem sucesso.

A jovem Susie também assiste a outros assassinatos de seu executor impune assim como a infância traumática que teve e chega mesmo relutante a ter pena dele; mas isso não é mostrado na adaptação de Peter Jackson para os cinemas, da mesma forma que não há menção ao estupro, ao adultério de sua mãe com o investigador ou o cotovelo de Susie encontrado no milharal onde foi esquartejada.

Na versão light de Peter Jackson predomina sua obsessão com efeitos especiais e sua interfaces computadorizadas nas ricas paisagens do limbo pós-morte, algumas realmente belas, como a transposição do momento em que seu pai quebra garrafas com navios dentro, elas aparecem em tamanho real atracando na praia do limbo. Outras cenas em que Susie e sua nova companhia, Holly, outra vítima de Harvey, brincam pelos diversos oníricos cenários e sobem morros verdejantes, não cativam.

O trailer de Um olhar do Paraíso era promissor, todavia uma trama em que Susie se corresponde com seus familiares e os conduz a seu assassino não procede, sua (falta de)comunicação é apenas sentida como uma presença, e o único momento em que ‘se materializa’ é para ter o primeiro beijo que nunca teve (em vida).

Mesmo sem dicas do além, o solitário e esquisito vizinho atrai suspeitas do pai e da irmã mais nova, mas não concretizam na prisão do mesmo, que é mostrado no final caindo de um penhasco num acidente. Stanley Tucci no papel do assassino concorre a melhor coadjuvante no Oscar, mas Harvey beira o clichê. O resto do elenco é desperdiçado Rachel Weisz, Mark Wahlberg, só há algum espaço para Susan Sarandon, entre um trago e um gole, cuidar dos netos na ausência da mãe.


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Postado em: 2/26/2010


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